Páginas

O mundinho colorido de Sandra Cristina

Ingênua eu ao achar que o mundo é belo e colorido,que as pessoas são boas,que pensam como eu...no próximo...
Ingênua eu em querer carregar amigos,semear amor,criar laços eternos.me doar para as pessoas,abrir mão de mim..
Ingênua eu em não ver a maldade humana,e se quer saber quero continuar a não ver...
A maldade empobrece as pessoas,entristece o coração e mata as esperanças,e sem esperanças como iremos viver se ela é quem motiva a enxergar alem do que nos é exibido nesse filme triste chamado vida,graças a esperança estamos sempre esperando um novo capitulo em nossas vidas,um capitulo mais alegre,mais intenso,mais emocionante...
Quero continuar menina,sonhando com um dia melhor,com uma vida melhor,com pessoas melhores,quero continuar esperando o belo da vida.
Dia desses me disseram:(o que já me foi dito umas 100 vezes)
"Você tem que crescer menina!acorda pra vida pare de confiar nas pessoas,pare de contar com elas,ninguém se preocupa com o outro,você tem que pensar em você!.."Eu não!Que triste seria se eu tivesse que olhar alguém tentando imaginar as segundas,terceiras,quartas intenções...quero não brigada!me limito a no Maximo contar com uma falta de clareza nas idéias(ou excesso)ou possíveis variações humanas...assim meu mundo fica mais colorido,mais confortável,mais suportável.
Ontem terminei a leitura um livro chamado o sapo que queria ser príncipe de Rubem Alves...um espetáculo de livro,do jeitinho que eu gosto,foram paginas que me acrescentaram com certeza,Em um capitulo ele conta sobre um episodio em que sua neta estava na sala(desculpe-me se não me lembrar direito),derrepente ela vem chorando e fala para o seu avô que se lembrou de uma coisa triste e que a tristeza das pessoas a deixa triste...
Assim me sinto...sinto-me triste quando vejo alguém triste,passando por uma situação difícil..Eu olho pelo olhar do outro...
Acho que sou sensível...a vida me passa diante dos olhos como um filme sem roteiro..sou intensa!um fato para mim nunca é somente um fato é sempre um grande acontecimento,seja bom ou ruim.
Costumo variar entre a euforia e a depressão podendo existir alteração 50,100.200 vezes no mesmo dia,num segundo sou a mais feliz do mundo,no outro quero morrer.Inquieta,ansiosa,apressada,curiosa..falando nisso...
Hoje de manhã quando vinha para o serviço,estava eu no metro(lendo um livro,ouvindo musica,dormindo.me abanando para espantar o fedô kk das pessoas,enfim fazendo de tudo para meu pânico de transporte coletivo não atacar e eu sair gritando(em pleno metro)ABRAM AS PORTAS,EU QUERO DESCER..
Coisas de Sandra,mas então,ao meu lado tinha uma mulher com sua filha que devia ter uns 3 aninhos,moreninha,cabelo cacheadinho,olhos puxados,perninhas grossas e curtas com um vestidinho rodado cor de rosa e uma botinha de camurça ,pareceu comigo quando era criança,em especial pela inquietude,assim que a viajem começou eu ouvi(com o ouvido que estava sem o fone)ela dizer para a mãe:
Manhê,eu quero descer,quero sair daqui AGORA (disse em tom de ordem)aqui esta muito cheio,e nem tem janela,mãe se não tem janela por onde entra o ar?
a mãe dando beliscos e falando,quieta menina!!
a menina se calou durante dois segundos,respirou fundo olhou em volta para as pessoas que estavam lá,e voltou a perguntar,
Mãe agente não precisa de ar para respirar?(como que tentando entender como o ar entrava ali se não tinha janelas)
Achei muito interessante aquilo,a menina traduziu em uma frase os meus sentimentos em relação a transporte coletivo (outra hora eu descrevo melhor essa doença gravíssima que me afeta),me senti compreendida e mesmo que por uma criançinha,me senti abrigada em meus medos,senti minha loucura menor rs...
Dei uma risadinha para ela,foi o suficiente para que ela me contasse a sua vida inteirinha,me disse assim "Quando eu era pequena(olha isso)eu não andava de trem,meu pai sempre me levava de carro" fiquei tentando imaginar por qual motivo ela agora andava de trem..
Perguntei para ela,você gosta de andar de trem?Ela logo disse;
Não,não gosto eu nem consigo respirar,fica muito calor as pessoas são grandes e eu sou pequena (acho que ela quis dizer que se sentia sufocada),eu sorri para ela,quase disse que era o que eu sentia,mas estaria disputando quem sofria mais com uma menina de 3 anos,isso seria ridículo,tinha que agir com uma maturidade afinal sou um pouco mais velha que ela.Tentei acalmá-la,não me lembro direito o que disse.mas ensinei ela a sempre viajar olhando para fora da janela e só parar de olhar na hora em que for descer(essa é uma das minhas táticas)ela achou o Maximo alguém ter dado uma solução para o seu problema RSS até me deu uma balinha de coração como forma de agradecimento,uma fofuxa,esperta que só!
Quando chegou a estação dela ela me olhou de canto de olhos e fez com a mãozinha o sinal de tchau,eu retribui o asceno(é assim que se escreve?),continuei minha viajem,consegui chegar viva no serviço,cheguei feliz.e me sentindo aquela menininha(Tainá o nome dela)...
medo bobo esse meu,mas tão real..
Assim foi meu começo de dia...
assim matei o meu primeiro leão do dia,venci dois ônibus e um metrô RSS...

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments

1 comentários:

Anônimo disse...

Sandrinha !!! Que daora, adorei!!!
Parabéns pelo teu blog, ele é lindo, nuito bem feito, elaboradíssimo...
Adorei suas publicações, adorei saber que você gosta do grande mestre Rubem Alves...
A forma leve e gostosa que você escreve, foi capaz de fazer-me viajar dentro do vagão daquele metrô e ficar imaginando sua conversa com a menininha de apenas 03 aninhos...
Lembrei de vc quando era pequeninha, Rs. Tenho grande orgulho de ser seu tio!!!
Parabéns pelo blog, sempre estarei aqui olhando suas novas publicações.
Um beijo do seu Tio, da tia Vera e dos seus 03 priminhos.

Postar um comentário